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Equipe Nove de Julho - Equipe Nove de Julho Atualizado em 05/10/2026

Ginecologia e Obstetricia

6 minutos de leitura

Com quantos anos faz mamografia? Veja recomendações

Descubra com quantos anos faz mamografia segundo o Ministério da Saúde e as sociedades médicas. Entenda quando iniciar o exame e os casos de alto risco
Resumo
  • O Ministério da Saúde preconiza a mamografia de rotina a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos.
  • A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda o exame anual a partir dos 40 anos.
  • Mulheres com histórico familiar forte devem iniciar o rastreamento mais cedo, geralmente aos 30 anos.
  • Antes dos 40 anos, mamas densas reduzem a eficácia do exame, sendo o ultrassom a alternativa mais comum.
  • A decisão sobre o início e a frequência do exame deve ser sempre alinhada com um mastologista.

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com quantos anos faz mamografia

Entenda as recomendações do Ministério da Saúde e das sociedades médicas para iniciar o rastreamento do câncer de mama de forma segura.

A cena é comum nos consultórios: você completa mais um aniversário, agenda seus exames de rotina e o médico entrega a guia para a mamografia. Para muitas mulheres, esse momento gera apreensão. O medo do desconforto ou o receio de encontrar algo alterado costumam transformar um procedimento simples, que dura poucos minutos, em um motivo de ansiedade. No entanto, o exame é o método mais eficaz para detectar anomalias milimétricas antes mesmo de serem palpáveis.

A definição sobre o momento exato de iniciar essa rotina preventiva varia conforme o seu histórico clínico e as diretrizes adotadas pelo profissional de saúde. 

O Hospital Nove de Julho conta com uma infraestrutura e um corpo clínico de ginecologistas prontos para realizar o diagnóstico e indicar tratamentos de acordo com a gravidade do quadro. A unidade está localizada na Rua Peixoto Gomide, 263 - Jardim Paulista.

Para agendamentos de consultas, ligue: + 55 11 4020-0057

Qual a idade recomendada para a primeira mamografia

No Brasil, existem duas diretrizes principais que orientam a idade de início do rastreamento populacional. O Ministério da Saúde, voltado para as políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), recomenda que a mamografia seja feita a cada dois anos por mulheres na faixa dos 50 aos 69 anos. Essa rotina bienal nessa faixa etária garante um diagnóstico precoce seguro e pode reduzir a mortalidade pela doença em até 20%.

As sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), possuem uma abordagem mais ampla. Elas recomendam que o exame comece a ser acompanhado aos 40 anos e seja repetido anualmente. 

A realização periódica da mamografia entre 40 e 69 anos possibilita descobrir a grande maioria dos casos ainda em estágios iniciais, o que eleva as chances de cura.

Faixa etáriaDiretriz do Ministério da SaúdeDiretriz da Sociedade Brasileira de Mastologia
Antes dos 40 anosNão recomendado na rotina (apenas alto risco)Não recomendado na rotina (apenas alto risco)
40 a 49 anosDecisão clínica individualizadaExame anual obrigatório
50 a 69 anosA cada dois anosExame anual
70 a 74 anosAvaliação individualExame anual ou bianual, conforme saúde geral

O acompanhamento periódico possibilita a intervenção precoce e um melhor manejo, caso seja constatado um câncer de mama. De acordo com o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), entre os anos 2018 e 2023 foram registrados mais de 108 mil casos de mulheres com menos de 50 anos diagnosticadas com câncer de mama. O número inspira um maior cuidado no que diz sobre rastreamento da doença. 

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Por que não fazer mamografia antes dos 40 anos

A estrutura das mamas muda ao longo do tempo. Em mulheres jovens, o tecido glandular é denso e abundante. Essa densidade aparece na cor branca nas imagens do raio-X, exatamente a mesma cor dos nódulos e calcificações. Como consequência, mulheres mais jovens apresentam taxas maiores de alarmes falso-positivos, que exigem exames adicionais sem necessidade real de intervenção.

Com o passar dos anos, o tecido glandular é gradativamente substituído por gordura, que aparece escura no exame. Esse contraste facilita a leitura das imagens e torna o método muito mais preciso. Entre os 50 e 69 anos, o teste atinge sua maior eficiência, entregando diagnósticos mais acertados e reduzindo as chances de a paciente precisar refazer o exame por dúvidas técnicas.

Quando há necessidade de investigar sintomas antes dos 40 anos, os profissionais costumam recorrer à ultrassonografia mamária. Esse método avalia tecidos densos com boa resolução e sem expor a paciente à radiação desnecessária.

Quando o rastreamento precisa começar mais cedo

As diretrizes gerais não se aplicam a mulheres classificadas como de alto risco para o desenvolvimento da doença. Nesses cenários, a vigilância começa precocemente e com intervalos mais curtos. O rastreamento especial é indicado quando a paciente apresenta fatores genéticos ou familiares específicos.

A recomendação padrão para o grupo de alto risco é iniciar a mamografia e a ressonância magnética das mamas cerca de 10 anos antes da idade em que o familiar mais jovem foi diagnosticado, respeitando o limite mínimo de 30 anos. 

Os principais critérios que configuram o alto risco incluem:

  • Mutações genéticas confirmadas (como BRCA1 ou BRCA2).
  • Histórico de radioterapia no tórax antes dos 30 anos de idade.
  • Parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama antes dos 50 anos.
  • Histórico familiar de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário em qualquer idade.
  • Ocorrência de câncer de mama em parentes do sexo masculino.

Até qual idade é necessário manter a prevenção

O limite superior para o rastreamento não é uma regra rígida. O Ministério da Saúde estipula a idade de 69 anos como o teto para o programa de rastreamento populacional sistemático no SUS. Acima dessa idade, o benefício do diagnóstico precoce concorre com o crescimento lento da maioria dos tumores em faixas etárias avançadas.

As sociedades médicas orientam a continuidade da mamografia até os 74 ou 75 anos. Após essa fase, a decisão de seguir fazendo o exame deve ser compartilhada entre a paciente e o mastologista. O médico avaliará a expectativa de vida da paciente, suas condições clínicas gerais e se o diagnóstico de um tumor alteraria as condutas médicas e a qualidade de vida.

Como o médico define a conduta para cada paciente

Nenhuma recomendação geral substitui o olhar do especialista. A consulta mastológica ou ginecológica serve para calcular os riscos individuais e ajustar o pedido de exames. Se você recebeu um pedido médico e sente apreensão, saiba que a mamografia moderna utiliza equipamentos digitais rápidos e com menor dose de radiação.

A compressão das mamas durante o exame dura apenas alguns segundos por posição. Ela é indispensável para espalhar o tecido mamário, reduzir a radiação necessária e gerar uma imagem nítida. Converse de forma aberta com seu médico sobre a frequência ideal para o seu perfil e garanta que sua rotina de cuidados esteja atualizada.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Ministério da Saúde recomenda mamografia a partir dos 40 anos. Disponível: https://www.febrasgo.org.br/noticia/ministerio-da-saude-recomenda-mamografia-a-partir-dos-40-anos/. Acesso em: 30 set. 2026.
  • Sociedade Brasileira de Mastologia. Entidades médicas reforçam importância da mamografia a partir dos 40 anos e encaminham parecer técnico à ANS. Disponível: https://sbmastologia.com.br/para-a-populacao/entidades-medicas-reforcam-importancia-da-mamografia-a-partir-dos-40-anos-e-encaminham-parecer-tecnico-a-ans/. Acesso em: 30 set. 2026.
  • Sociedade Brasileira de Mastologia. Nota de Esclarecimento - Recomendações da Mamografia. Disponível: https://sbmastologia.com.br/para-o-medico/nota-de-esclarecimento-recomendacoes-da-mamografia/. Acesso em: 30 set. 2026.
  • BRASIL. Ministério da Saúde padroniza informações para acesso ao exame de mamografia no SUS. Disponível: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2025/ministerio-da-saude-padroniza-informacoes-para-acesso-ao-exame-de-mamografia-no-sus. Acesso em: 30 set. 2026.
  • Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. No Brasil, uma em cada três mulheres diagnosticadas com câncer de mama tem menos de 50 anos. Disponível: https://cbr.org.br/pela-saude-dos-pacientes/. Acesso em: 30 set. 2026.
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